Aldeias SOS

Aldeia de Crianças SOS Huambo

Actualmente a provincia do Huambo regista níveis de crescimento económico em quase toda esfera da vida. Muitos projectos sociais e económicos têm sido relançados para a constante melhoria de vida da população local.

 

Em termos de proteção de direitos das crianças, a situação no Huambo ainda tem algum caminho a percorrer. Regista-se apoios em bens alimentares para alguns centros e orfanatos. A semelhança que acontece no resto do pais, ainda há bastante visíveis casos de crianças não apenas na rua, mas também crianças de rua. Negligência dos pais em cuidar as suas crianças, uso das crianças para trazer receitas na familia (pedir esmolas, lavagem de carros, e trabalho de engraxamento de sapatos), se apresentam como fortes factores que comprometem o futuro das crianças.

 

As direcções provinciais da Assistência e Reinserção Social (MINARS) e o do Instituto Nacional da Criança (INAC), tudo procuram fazer em meio as dificuldades operacionais com que se debatem.

 

Existem algumas instituições, como lares, orfanatos sob responsabilidade de igrejas e iniciativas pessoas que juntam-se aos esforços do governo para atender às necessidades da sobrevivência de muitas crianças. Apesar destas iniciativas louváveis, a realidade mostra que nem sempre os direitos destas crianças são assegurados e promovidos.

 

Maus tratos físicos, trabalho forçado, negligência, abuso emocional ou verbal, carência afectiva consubstanciada com condições precárias de acomodação são algumas das práticas constantes vividas por muitas crianças que por diversas razões perderam a sua estrutura familiar natural.

 

A existência de uma rede de proteção de criança pouco funcional, fraca capacidade inspectiva regular das instituições competentes aos agentes que lidam com crianças vulneráveis, a ausência de um forum de reflexão, intercâmbios de experiências, formação contínua estão na base da nação garantia da proteção dos direitos das crianças, levando muitas delas sofrendo em silêncio e se tornando futuros verdadeiros monstros para a sociedade.

 

Em suma, uma rede de proteção activa, onde todos agentes conheçam as suas obrigações em cumprimento dos 11 compromissos assumidos pelo governo será o caminho óbvio para colocar a CRIANÇA no lugar onde ela mereça estar.